Ano 1 BOLETIM INFORMATIVO DO CÍRCULO MONÁRQUICO DE BELO HORIZONTE Nº 07 OUT./NOV. 2010
PRÍNCIPE DOM BERTRAND NO FÓRUM DA LIBERDADE
A exemplo do que acontece há vários anos em São Paulo e Porto Alegre realizou-se em Belo Horizonte no dia 22 de novembro a 1ª. Edição Minas Gerais do Fórum da Liberdade. Aberto pela Presidente do Capítulo BH do Instituto de Estudos Empresariais, Sra. Sílvia Araújo, o conclave contou com a participação de expressivas personalidades. Fizeram uso da palavra, entre outros, o Governador de Minas Gerais, Prof. Antônio Anastasia, o ex-presidente Especial destaque teve a presença entre os oradores do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, que discorreu sobre o tema “Reforma Agrária: progresso ou retrocesso?”. Além de mostrar os péssimos resultados e o alto custo dos programas da referida reforma no Brasil, ele ressaltou que a Reforma Agrária não deu certo em nenhum lugar do mundo e | que os próprios países comunistas da Europa já abandonaram esse modelo. O Príncipe relatou ainda a importância do agronegócio, que apesar dos inúmeros obstáculos do governo vem salvando a economia do Brasil nos últimos anos. Dom Bertrand foi interrompido várias vezes por aplausos calorosos das mais de 500 pessoas presentes, e, ao encerrar sua brilhante e incisiva exposição, o público o aplaudiu de pé. O evento foi promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais, fundado em 1968 e cujo objetivo é a formação de lideranças empresariais comprometidas com um modelo de organização social e política baseado no ideal democrático de liberdades individuais e de respeito ao Estado de Direito. Em seguida, houve um jantar no Automóvel Club com a presença de inúmeras personalidades, tendo discursado a presidente do Capítulo BH do Instituto de Estudos Empresariais, Sra. Silvia Araújo, o apoiador do evento, empresário Salim Mattar, presidente da Localiza e o ex-presidente | |
ESTE MÊS Estabilidade, condição básica para o desenvolvimento do Brasil....................................pág.2, 3 e 4 Perguntas e Respostas.................................................................................................. pag.5 | ||
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ESTABILIDADE, CONDIÇÃO BÁSICA PARA O DESENVOLVIMENTO DO BRASIL | |||
A Nação ainda se ressente do que foram os efeitos de uma inflação incontrolável e crescente que grassou no país, durante todo o Século XX. Imposto indireto e escorchante, a inflação nada mais é do que uma forma de arrecadação indireta que os Governos Republicanos do Brasil, por descontrole, incompetência e acomodação, impuseram, sem contemplação, à população. E como sempre numa proporcionalidade muito mais pesada para as classes de renda mais baixa. Assim foi o recheio de nossa história econômica no regime republicano do Século XX. Pessoas de renda média e alta, com acesso à conta bancária, compensavam parte de suas perdas através da correção monetária sobre os haveres líquidos e os pobres unicamente através de salários recebidos semanalmente, realizando suas compras de primeira necessidade da mesma forma e imediatamente após o recebimento. As pessoas que contam hoje mais de 35 anos de idade, sem exceção, doaram sua quota de sacrifício para a sustentação dos governos republicanos perdulários, numa extensão danosa, quase sem limites. Postergação ou real impossibilidade de compra da casa própria, privação de comida, de vestuário, de educação, conformando-se quase sempre, com artigos de segunda ou terceira categorias. Para produtos importados, então, nosso mercado era uma lástima. Alíquotas altíssimas de alfandega limitavam a importação a produtos populares e de segunda linha, desde os automóveis, passando por eletrônicos, até o vestuário e produtos de uso pessoal. Viagens de férias era privilégio de pouquíssimas famílias e ao exterior então, era fenômeno de chamar a atenção. E que ninguém se iluda, a espiral da inflação é traiçoeira e pode voltar a acontecer se ocorrer desconcentração de prioridades por parte de quem governa. O incansável esforço para reduzir os índices de inflação que tanto castigaram o povo brasileiro foi um trabalho de mais de 10 anos, num processo de tentativa e erro, gradual e perseverante, através do qual foi se conhecendo melhor as razões de causas e efeitos e a forma pela qual se poderia extirpar os tumores sem matar o paciente. Os atores desses episódios foram profissionais de Economia que se destacaram nos últimos 50 anos na Economia Brasileira, ora como orientadores e professores, ora com ação direta na elaboração de planos econômicos e repectivo acompanhamento. Contribuições de entidades de classe e a acumulação das experiências adquiridas ao longo de três mandatos presidenciais, de José Sarney, de Fernando Affonso definidas e riquíssimo em recursos minerais, como ferro,nióbio, petróleo, gemas, ouro, etc. e de biodiversidade. Nós temos uma Amazônia, a maior de todas! Mas precisamos acordar, nos erguermos do berço esplêndido e tomarmos conta dela como nossa filha, ou mãe! Que Deus a conserve nossa e proteja Razões de etnia A Nação é o resultado da miscigenação das 4 raças, negra, amarela, branca e vermelha, formada principalmente na base da cultura cristã por povos pacíficos, como os portugueses, os italianos, os espanhóis e da contribuição de africanos e indígenas. Foi consolidada no Século XX com mais representações de outras nacionalidades dos 5 continentes. Neste ponto é preciso destacar que não se deve confundir direitos humanos com direitos raciais. Defender direitos raciais - o que atualmente se pratica no país a partir do governo republicano - é pura discriminação racial, pois todas as raças de nossa etnia devem e precisam ter direitos iguais, direitos que chamo honrosamente de DIREITOS DO BRASILEIRO. Nossa etnia é de tanto destaque quanto aquela de nossos vizinhos de continente, o Canadá (de regime monarquico-parlamentar) e os Estados Unidos da América (único regime republicano que tem dado resultado positivo Razões econômicas e de mercado O sucesso econômico demanda estabilidades econômica e política. Paralelamente, com a intensificação da política de combate à inflação, Nestes últimos 20 anos foram também bastante perceptíveis a introdução de mudanças tecnológicas fortes, o crescimento e a inovação de ativos produtivos | Collor de Melo e de A efetiva campanha de combate e erradicação da inflação crônica brasileira foi iniciada no Governo Sarney, em 1986 e continuada nos anos subsequentes até o governo A) Governo José Sarney: 1)Plano Cruzado, em 1986 – Min. Dilson Funaro; 2) Plano Bresser, em 1987 – Min. Luiz Carlos Bresser Pereira; 3) Plano Verão, em 1989 – Min. Mailson Nobrega; B) Governo Fernando Affonso Collor de Melo: 4) Plano Collor, ou Plano Brasil Novo, em 1990 – Min. Zélia Cardoso de Mello; C) Governo 5) Plano Real, em 1994 – Min.Fernando A nenhum governo sucessório cabe reclamar para si o mérito da vitória da estabilidade econômica. Isso foi mérito da sociedade e dos profissionais brasileiros de economia, sob apôio dos três presidentes citados. Daí para frente a manutenção da estabilidade econômica é obrigação do Poder Executivo sob comando do Presidente da República e do Banco Central do Brasil! Entretanto é justo o reconhecimento de mérito pela preservação das condições de estabilidade econômica para os Governos de O crescimento econômico é consequência natural das estabilidades econômica e política, mas, é preciso que tenhamos também parceiros sadios além fronteiras. O cenário econômico internacional está, atualmente, em turbulência e novas potências econômicas estão emergindo. Atenção e prudência na administração da nossa economia deve ser uma preocupação permanente de nossas autoridades, pois o risco de nos tornarmos envolvidos e arrastados é relevante. Como potência econômica Razões naturais Somos um país de dimensões continentais, isento de gelo e neve, de invernos rigorosos, de desertos, de terremotos, de ciclones, de tsunames, com as quatro estações bem que compõem a geração de receita externa do país, a saber: os setores de mineração, de pecuária e de agricultura, tudo que é primeira necessidade para o resto do mundo. Simultâneamente, através da estabilidade, da viabilização de transferências e da imersão do Brasil nas finanças internacionais, o país abriu seu espaço na comunidade internacional para lá permanecer com a melhor imagem de economia adiantada. É inevitável que nossas autoridades percebam esta situação e delas é preciso consciência e patriotismo para não destruir o que está funcionando. A exemplo do que ocorre nos países que competem conosco, o governo deve assumir o papel de facilitador, não se descuidando da recuperação e ampliação constante dos corredores de exportação, da eliminação da burocracia e da racionalização tributária. Mas nem tudo está tranquilo. A economia européia passa por crise que parece ser a maior de sua história. A situação dos Estados Unidos não é menos grave. Ambas as economias estão sufocadas e em contra-partida um de nossos melhores mercados, a China tende a reduzir suas compras em razão da tendência de redução de suas vendas. O momento não é propício para euforia, requer prudência e estratégias. O crescimento econômico pode ter efeitos colaterais e este é o nosso caso. Um desses efeitos é a valorização da moeda, o nosso Real. A economia brasileira está em franco crescimento e esta situação tornou-se magnificada em razão da crise que atinge os EUA e a Comunidade Européia. Consequência de entradas de moedas estrangeiras em volume maior do que as saídas, este fenômeno advém do crescimento do valor das exportações e do maior volume de ingressos de capitais de risco e de especulações financeiras. O Banco Central (BACEN), em seu papel de guardião da moeda entra no mercado comprando os excessos de divisas para evitar a valorização do Real, eis porque as Reservas do país estão hoje em níveis nunca antes alcançados. Outro recurso adotado pelo governo nessa política de proteção do Real foi a tributação na entrada dos capitais especulativos, através do IOF (o Imposto sobre operações financeiras), como forma de desestimular a entrada de capitais de especulação. Tem havido momentos em que estas medidas do BACEN e do governo não foram suficientes para evitar a valorização do Real. É possível que num futuro próximo o BACEN adote políticas avançadas nas transações cambiais, como forna de ampliar o potencial de absorção de divisas, ou, de reduzir o fluxo de entradas das mesmas. Uma dessas medidas poderia ser o estímulo às exportações em moeda nacional para outras regiões fora da área do Mercosul, a permissão para empresas brasileiras receber remessas externas de investimentos em espécie, expressas em Real, a permissão para empresas e cidadãos brasileiros para manter posições financeiras fora do país, criando, enfim, condições para tornar o Real moeda verdadeiramente internacional. O efeito de geração de senhoriagem que resultaria disto não é desprezível. Diretor de Comunicação do Círculo Monárquico de Belo Horizonte | ||
Economistas da Campanha contra a Hiperinflação
A vitória da estabilidade econômica reclama destaque para os seguintes profissionais de Economia, entre outros (em ordem alfabética), em razão de contribuições por ação direta, ou, por legado de obras técnicas, como foi o caso de alguns mestres economistas:
1 - Affonso Celso Pastore: BACEN 1983/85; 2 - 3 - Armínio Fraga Neto: BACEN 1999/2003; 4 - 5 - Carlos Geraldo Langoni: BACEN 1980/83; 6 - 7 - Ciro Gomes: sucessor de Rubens Ricupero na condução do Plano Real; 8 - Delfim Neto: mestre e ministro; 9 - Dilson Funaro: ministro tenaz na defesa de seu Plano Cruzado, apesar de acometido de cancer, do qual veio a falecer; 10 - Edmar Bacha; 11 - Eduardo Modiano; 12 - Elmo de Araújo Camões: BACEN 1988/89; 13 - Ernane Galveas: BACEN 1968/74 e 1979/80; 14 - Eugênio Gudin: o mestre dos mestres; 15 - 16 - Fernando Milliet de Oliveira: BACEN 1987/88; 17 - Fernão Carlos B. Bracher: BACEN 1985/87 18 - 19 - 20 - Gustavo Loyola: BACEN 1992/93 e 1995/97; 21 - Henrique Meirelles: BACEN 2002/10 – | Residindo no exterior ao tempo dos planos econômicos, foi naquela época um colaborador à distância e atualmente a grande sustentação da política monetária durante os dois mandatos do Presidente Lula, um exemplo a ser seguido. A propósito, é titular do mais extenso mandato de Presidente do Banco Central do Brasil. 22 - Ibrahim Eris: BACEN 1990/91; 23 - Ignácio Rangel; 24 - João 25 - 26 - José Serra; 27 - Luiz André Lara Resende; 28 - Luiz Carlos Bresser Pereira: ministro, Plano Bresser; 29 - Luiz Gonzaga Beluzzo; 30 - Mailson da Nóbrega; 31 - Maria da Conceição Tavares: mestre; 32 - 33 - Pedro Malan: BACEN 1993/94; 34 - Pérsio Arida: BACEN 1995; 35 - 36 - Rubens Ricupero: Sucessor de 37 - Wadico W. Bucchi: BACEN 1989/90; 38 - Zélia Cardoso de Mello: ministra, a mais destemida. Teve a difícil missão de execução do confisco financeiro que interrompeu em definitivo a instalação da hiperinflação crônica e deu inicio à implantação do Plano Brasil Novo. |
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uma das capitais brasileiras que sediarão os jogos da
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Copa do Mundo de 2014.
Belo Horizonte – Vista noturna (foto de Wikipédia)
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